Curiosidade e atração pelo perigo levam turistas a cidades fantasmas nos arredores de Chernobyl




Você faria um passeio a uma cidade fantasma destruída pela radiação da usina nuclear de Chernobyl? Tem muita gente que faz. Companhias de turismo na Ucrânia oferecem em seus pacotes a opção de um dia em Pripyat. Nunca ouviu falar? O lugar já foi residência de 50 mil pessoas, evacuadas de emergência depois de um reator situado a 3km dali explodir, no fatídico 26 de abril de 1986. A explosão e o fogo espalharam partículas radioativas na atmosfera por grande parte do território da então União Soviética. A tragédia, considerada a maior catástrofe nuclear da História, destruiu comunidades inteiras. Pessoas abandonaram suas casas às pressas, e as vilas onde moravam até hoje estão completamente vazias.

Esse é o cenário que o turista encontra em Pripyat. O que um dia foi modelo de cidade para trabalhadores soviéticos, com edifícios e ruas bem projetados, convergentes para uma praça que abrigava um hotel e um centro cultural, agora serve de destino turístico para quem se sente seduzido pela curiosidade e, principalmente, pelo perigo.



Verdade que hoje em dia os níveis de radiação diminuíram o suficiente para que visitas breves sejam toleráveis. Embora esses mesmos níveis ainda sejam altos o bastante para que ninguém possa morar num raio de 30 quilômetros. Sinais de que a vida resiste estão nas plantas e pequenas árvores que brotam nos telhados dos edifícios.

A maioria dos edifícios está em tal deterioração. Pisos e paredes estragam lentamente, sob efeito da chuva, da neve e das mudanças de temperatura. Os turistas são alertados para que não entrem nos prédios. Muitos, porém, ignoram os avisos.

No Tripadvisor, site de busca de viagens, estão listados passeios com preços entre R$ 270 e R$ 573. Os pontos de mais interesse, segundo o site, estão o Reator 4, em Chernobyl; a Igreja de St. Elijah, que conseguiu manter níveis baixos de radiação; e as cidades fantasmas nos arredores.

Comentários por: Patrícia
É cada vez mais evidente a peculiaridade do ser humano, uns não se atrevem a se aventurar em viagens mais "excêntricas" já outros quanto mais exótico mais interessante fica, por isso é necessário que os empresários tenham sempre uma visão que vai além do mundo moderno para assim conseguir acertar em empreendimentos que atendam a esse público, claro tudo com muito estudo, preparo e responsorialidade, porque por mais interessante e gostoso que seja se aventurar em viagens assim, é imprescindível que tudo seja feito dentro dos conformes, zelando pela segurança e bem estar do viajante, pesquisando um pouco mais a fundo podemos encontrar diversos lugares "exóticos" onde se tem uma crescente procura para conhece-los, assim como: Depressão de Afar - Corno na África, Tsingy de Bemaraha National Park - Madagascar, Ilhas de Izu - Japão, Cratera de Darvas - Turcomenistão, Bolton Strid - Inglaterra, entre outros... Com essa diversidade de público podemos imaginar que em um futuro próximo encontraremos meios de hospedagem nos lugares mais incomuns que se possa imaginar.

Fonte: https://oglobo.globo.com/boa-viagem/curiosidade-atracao-pelo-perigo-levam-turistas-cidades-fantasmas-nos-arredores-de-chernobyl-22359672






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